5 dicas para fazer um bom planejamento estratégico para campanha política

Um candidato sem um bom planejamento estratégico de campanha político pode não ter sucesso, mesmo que tenha dinheiro para investir e bom trabalho para mostrar aos seus eleitores
Planejamento estratégia é tão ou mais importante que as ações de comunicação para a campanha política - Foto: Rawpixel/Unsplash

Tão importante quanto fazer as ações de comunicação para o marketing político e marketing eleitoral do candidato, a boa campanha política começa por um bom planejamento estratégico.

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Sem um planejamento estratégico eficiente para a campanha política, com testes, análises de dados, cronogramas e mensurações, o sucesso eleitoral e a conquista de votos fica completamente comprometida, por mais eficientes que sejam as ações e por maior que seja o investimento.

E como já debati aqui, as eleições de 2018 provaram que antecipar as ações de comunicação ajudam e muito no sucesso eleitoral e a eleição de 2020 já começou. E quem ainda não começou sua campanha está atrasado.

Então, neste artigo proponho cinco dicas ou passos para criar um eficiente planejamento estratégico que pode ajudar até a como ganhar uma eleição para vereador com pouco dinheiro.

1) Montar equipe de comunicação da campanha política

Talvez, essa primeira dica faça com que o candidato ou político com mandato não se preocupe e nem precise ler as outras dicas.

Com o amadurecimento do uso dos meios digitais em campanhas eleitorais e a importância das estratégias de marketing político e eleitoral, montar uma boa equipe profissional de comunicação é fundamental.

São duas formas de contratação que o candidato ou político pode fazer. Individualizada, escolhendo nome a nome de acordo com o perfil técnico especializado em cada área ou contratar o pacote completo com uma agência.

Nos dois casos, o candidato, basicamente, precisará de pessoas com expertise em marketing digital e social media; design gráfico; produção, gravação e edição de vídeos; e se for uma campanha ao Executivo ou ao Legislativo de uma cidade maior, profissionais de assessoria de imprensa.

Se a montagem for individualizada, profissional por profissional é interessante ter ainda algum especialista em comunicação política que coordene as áreas de forma integrada.

A vantagem de contratar uma agência é que todos esses serviços, inclusive um coordenador de comunicação, estão inclusos em único pacote, tirando esse peso de escolha e de demanda do candidato ou político.

2) Definição e posicionamento da imagem do candidato ou político para campanha política

Com a equipe montada ou a tentativa pouco adequada de fazer a comunicação por conta própria, o candidato precisa definir qual imagem será construída.

Em resumo, a definição clara da personalidade, bandeiras e ideais que a candidatura tentará vender ao eleitor. A imagem que a comunicação tentará construir, com base nas ações, para atingir o eleitor.

É claro que o primeiro passo para definir essa imagem é verificar qual o público e o que pensam os potenciais eleitores do candidato. Não adianta planejar a construção de uma imagem que não combina com o nicho do candidato ou do político.

Saiba como identificar o público e o perfil dos potenciais eleitores.

3) Cronograma de ações para campanha política

Com a equipe de comunicação e a imagem da candidatura a ser definida, é preciso criar um cronograma de ações de marketing político e eleitoral para a campanha política.

É claro que é impossível em uma campanha definir um cronograma que não vá ser alterado, até mesmo de forma drástica.

Mas é essencial que a equipe de comunicação faça ao menos um esboço com quantidades e deadlines de entregas para que toda a campanha política fique coberta do ponto de vista de ações.

Por exemplo, definir quantos tipo de materiais impressos serão feitos, em quais datas e temas (pauta geral) serão utilizados em cada um é muito importante.

Saber qual a periodicidade de materiais mais frios, como vídeos de assuntos em geral, também é essencial até para adiantar materiais, gravação e edição.

Ter um cronograma desse tipo também ajuda a saber quanto será investido, por exemplo, em anúncios em redes sociais ou em gráfica, ajudando assim no planejamento da coordenação geral da campanha política.

4) Orçamento para estratégia de comunicação da campanha política

Além do orçamento e recursos para pagar a equipe de comunicação da campanha política – que fica com a coordenação geral da campanha – o candidato ou político deve também planejar o orçamento das ações de marketing político e marketing eleitoral.

Fora os custos com materiais físicos, que podem variam de acordo com a legislação eleitoral, quantidade e qualidade, como folhetos, santinhos ou banner, é preciso também orçar os investimentos em imateriais, como anúncios de redes sociais (impulsionamento de posts).

Planilhar uma média, progressiva ou não investimentos dependendo do quanto a eleição estiver mais próxima, estimativas de gastos por post ou de acordo com o tamanho de público que quer alcançar é muito importante.

Não só para que o candidato ou a campanha não perca o controle de gastos, mas para mensurar o potencial alcance da campanha para tentar prever a conversão em votos.

Um candidato sem orçamento é um candidato sem projeção de onde ele pode chegar e mesmo com muitos recursos, a melhor estratégia é otimizar resultados. Quanto melhor for investido o recurso, mais barato custará o voto.

No site, temos um artigo sobre como ganhar uma eleição para vereador com pouco dinheiro, que pode ajudar a entender quanto se gastou, em média, por voto nas eleições de 2018 e como baratear isso de forma eficiente, sem perder potencial eleitoral. Leia aqui.

5) Pesquisas eleitorais quantitativas e qualitativas para mensurar a eficiência da campanha política

Tão importante quanto planejar e executar as ações de comunicação de uma campanha política é mensurar os resultados e a percepção do público em relação a estratégia adotada.

Apesar dos pesares e dos questionamentos nas últimas eleições, as pesquisas eleitorais são ainda a melhor forma de medir o impacto de uma campanha no eleitorado.

Nas campanhas políticas para prefeito, em especial, de grandes cidades, além das pesquisas contratadas por meio dos veículos de comunicação, as coordenações dos candidatos também contam com seus institutos de pesquisas e trackings para controle interno.

Mas no caso de uma campanha para vereador também é possível mensurar sim os resultados sem grandes investimentos, de forma simples e até mesmo efetiva.

No período de pré-ações, caso haja alguma pesquisa para a eleição do prefeito, é possível acessar os formulários e resultados no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e avaliar as principais demandas dos eleitores.

Sim. As pesquisas eleitorais, além de perguntarem em quem o eleitor irá votar, aquilo que aparece nos telejornais, elas também questionam sobre expectativas, áreas de serviços mais sensíveis, o que precisa melhorar, quais posturas espera dos futuros governantes e etc.

A leitura eficiente desses dados podem ajudar na estratégias, nas propostas que serão focadas e até mesmo nos materiais, como posts de redes sociais que o candidato fará.

Outra forma eficiente e barata de mensurar resultados ou impressões, tanto antes quanto depois do lançamento da ação são as pesquisas qualitativas, ou os chamados grupos focais.

O candidato e sua equipe, utilizando como base os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ou até mesmo, na persona do eleitorado daquele político, reunir pessoas com perfis que se encaixam neste dados e aplicar (mostrar) as ações.

Por exemplo, exibir um vídeo da campanha para um grupo de evangélicos no caso de um candidato ligado a alguma igreja ou para um um grupo de trabalhadores de um setor no caso de um político sindicalista.

De preferência que essas pessoas não saibam que se trata de uma pesquisa daquele candidato – pois isso pode influenciar nas respostas – e colher a impressão desse grupo focal.

Saber o que eles perceberam daquele material, como entenderam, quais sentimentos foram despertados, se aquilo convence a votar no candidato, qual candidato preferido delas, os motivos e etc.

Com esses resultados é possível criar ou modificar estratégias e ações de comunicação de uma campanha política e ter mais eficiência na conquista dos votos.

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Sobre Lucas Pimenta 31 Artigos
Lucas Pimenta é jornalista formado pela Universidade Anhembi Morumbi e com especialização em Marketing Político e Campanhas Eleitorais pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP). Trabalha na Câmara Municipal de São Paulo, atuou ainda na Secretaria Executiva de Comunicação da Prefeitura de São Paulo e na Secretaria Estadual da Segurança Pública de São Paulo. Foi repórter ainda em jornais como Metrô News, Folha Metropolitana e Agora São Paulo.

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