Como montar um discurso de vereador vencedor em 3 passos?

Ter um bom discurso de vereador para campanha política é o grande segredo para se eleger em 2020
Conhecer público e como alcança-lo são os primeiros passos para fazer um bom discurso para candidato a vereador - Foto: Miguel Henriques/Unsplash

As eleições de 2020 estão chegando e uma das dúvidas que mais recebo do meu público é: como montar um discurso de vereador vencedor? Qual é o discurso de candidato a vereador que convence o eleitor?

Primeiro, é preciso entender que a palavra “discurso”, literalmente, significa uma peça ou mensagem oral para ser feita em público. Mas o conceito mais amplo é o de uma construção que sustenta e é sustentada por princípios, como ideologia, grupo, instituição e até formação cultural.

Em resumo, o conceito mais amplo de discurso trata da construção de uma narrativa, que construa, utilizando uma série de fatores, por meio de diferentes meios, a imagem de um político ou partido.

Para entender: o discurso em si, aquele feito em público, em uma reunião ou em um evento é um tipo de meio para construir a tal narrativa ou o discurso de vereador em seu conceito amplo, assim como um vídeo ou foto.

Entre os fatores para a construção de uma narrativa ou discurso de vereador estão a ideologia, posicionamento político, faixa etária, classe social e etc não só do candidato, mas principalmente de seu público.

Então, em resumo, para construir um discurso de vereador vencedor é preciso criar uma narrativa para construir uma imagem política de um candidato, utilizando meios e fatores.

1) Conhecer seu público é primeiro passo do discurso de vereador vencedor

Agora que sabemos que discurso de vereador pode significar muito mais do que falar em um microfone, o primeiro passo é compreender para quem você fala ou para quem o político se comunica.

Todo o candidato parte de um público inicial. Ninguém se arrisca em uma eleição se não tiver o reconhecimento de um público, seja do seu bairro, do sindicato ou categoria profissional, igreja, profissão ou nas redes sociais.

O primeiro passo para um bom discurso de candidato a vereador é entender qual é o seu público de partida, aquele que são seus votos já garantidos.

A partir daí é preciso saber quais as principais demandas desse público – que eles precisam? O que falta? Quais problemas enfrentam do poder público? Quais soluções esperam? –

E também quais são seus posicionamentos políticos e ideológicos gerais – São conservadores? Progressistas? O que pensam sobre aborto? Drogas? Pena de morte? Mais privatizações? Mais programas de assistência social? Ou menos disso?

Outras informações também são importantes, como divisão de gênero – são mais mulheres? Mais homens? Igual? – ou até mesmo, faixa etária – jovens? Idosos? Casados? Solteiros?

A partir dessas informações é possível criar o que chamamos de persona, ou seja, a figura do eleitor ideal ou médio, baseado no perfil de gênero, idade, lugar onde mora, posicionamentos políticos e desejos.

2) Identificar os melhores meios para atingir esse público

Identificado qual o seu público e o que ele pensa, o segundo passo para construir um bom discurso de candidato a vereador é saber quais os meios mais eficazes para alcançá-lo e principalmente, engajá-lo.

Não se trata apenas de saber se é melhor um vídeo no Facebook ou uma sequência de tweets no Twitter. É claro que é importante construir canais, saber quais são mais utilizados pelas pessoas e como chegar nelas.

A forma como irá construir os conteúdos, a linguagem utilizada, o tipo de postura de candidato que essas pessoas esperam, também devem ser identificadas para construir um bom discurso de vereador.

Saber se o seu público prefere uma postura mais contundente, falando de forma direta e mais incisiva ou se é melhor utilizar uma narrativa mais conciliadora, menos verticalizada.

Por exemplo, um público mais moderado não se identifica com um candidato-gritão, que fale alto, com palavras ácidas e mais contundentes. Um candidato de uma igreja não pode utilizar palavrões ou ofensas. Um público mais jovem não se identifica com um candidato-mureteiro, pouco direto e incisivo.

É preciso identificar qual a melhor e mais eficiente forma ou meio de comunicar aquelas ideias e posicionamentos, ou seja, os tais fatores colhidos no primeiro passo e aplicar em textos, legendas, vídeos, fotos, oratória e até trajes.

3) Hora de juntar tudo para criar a narrativa política, mas atenção aos fatos

Com fatores e meios identificados, ou seja, saber o que pensa seu público e como atingir essa pessoas, chega o momento de juntar isso tudo para construir o discurso de vereador.

É preciso lembrar que juntar não significa só misturar. É preciso que todas as ações de comunicação, formadas por fatores e meios, criem uma narrativa única e coerente.

Por exemplo, não adianta o candidato identificar que seu público é favorável a um tema, como a Reforma da Previdência, utilizar os meios corretos para transmitir esse posicionamento, mas se contradizer votando contra a reforma.

Outro ponto importante é que o candidato, ao construir seu discurso de vereador, deve estar atrelado a realidade. Um posicionamento em acordo com o que pensa seu público, transmitido da forma correta, mas na hora errada ou fora de tempo não comunica nada.

Se o assunto não for pauta daquele momento ou não tiver relevância para as pessoas, não servirá para nada. Por exemplo, do que adianta o público do candidato ser crítico ao aborto, o candidato utilizar os meios corretos para marcar a mesma posição, se ninguém está discutindo o aborto dentro de seu público? Absolutamente nada.

Esteja sempre atento aos assuntos mais quentes, aqueles que estão em pauta na sua cidade, bairro ou público e se posicione, não de forma antecipada e nem demore muito para não perder o timing.

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Sobre Lucas Pimenta 35 Artigos
Lucas Pimenta é jornalista formado pela Universidade Anhembi Morumbi e com especialização em Marketing Político e Campanhas Eleitorais pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP). Trabalha na Câmara Municipal de São Paulo, atuou ainda na Secretaria Executiva de Comunicação da Prefeitura de São Paulo e na Secretaria Estadual da Segurança Pública de São Paulo. Foi repórter ainda em jornais como Metrô News, Folha Metropolitana e Agora São Paulo.

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