Como se eleger vereador em cidade pequena com 3 dicas

Como se eleger vereador em cidade pequena? Conheça três dicas bases neste artigo
É possível fazer marketing político e usar estratégias de comunicação na missão de como se eleger vereador em cidade pequena - Foto: Nigel Tadyanehondo/Unsplash

Desde que comecei o canal e o blog sobre Marketing Político, recebo um questionamento de pessoas que vivem no interior do Brasil: Como se eleger vereador em cidade pequena?

Muitos acreditam que comunicação política e estratégias de marketing digital para alcançar eleitores não se enquadrariam em cidades menores. Um engano enorme.

Planejamento estratégico para candidatos, criação correta de canais de comunicação, conteúdos políticos de qualidade e até estratégias de Ads eficientes podem ser utilizadas em cidades de todos os tamanhos.

Neste artigo mostrarei que é possível sim, fazer marketing político e marketing eleitoral em municípios menores e ganhar uma eleição para vereador com pouco dinheiro em cidade pequena.

Separei três dicas básicas que podem ser utilizadas na missão de como se eleger vereador em cidade pequena.

1) Esteja onde as pessoas estão e entenda seus anseios para se eleger vereador em cidade pequena

Desde o surgimento e crescimento do Marketing Político Digital, com as redes sociais, muitas pessoas passaram a acreditar que o trabalho nas ruas não valia mais nada para um político ou candidato.

Em uma cidade grande, onde é impossível encontrar e conversar pessoalmente com todos os eleitores e em alguns casos, com número o necessário para se eleger, isso pode até ser meia verdade.

Mas em uma cidade pequena, o contato do candidato com público, pessoalmente, é imprescindível. Toda a cidade tem locais e pontos de encontro, onde a maioria dos moradores vai.

Seja na igreja aos domingos, na barraca de lanches aos sábados, no dominó da praça ou ainda, no boteco da esquina, toda a cidade tem seus pontos de encontro e o candidato precisa estar lá.

Não só nas eleições para a papagaiada pouco eficaz de pedir votos e entregar santinhos, mas antes, justamente, para conhecer os desejos, anseios e problemas das pessoas.

Primeiro que as últimas eleições mostraram que antecipar a campanha e se comunicar antes com seus eleitores, apresentando suas ideias, bandeiras e posicionamentos se tornou indispensável, como já disse em outros artigos.

Mas, além disso, ouvindo as pessoas, o candidato terá uma ideia melhor sobre o que é prioridade da cidade, quais propostas apresentar, quais posicionamentos ter e ganhar a identificação do público.

Em tempos de marketing digital, o que o candidato ouvir poderá usar até como base para vídeos nas redes sociais. Imagine que todos reclamam da demora no posto de saúde.

Identificado um problema comum e um ânseio da maioria da população, o candidato pode, mesmo antes da eleição, gravar um vídeo dizendo que aquilo é um “absurdo” ou ainda fazer um post mostrando que com o orçamento, é possível contratar mais um médico e etc. Entenda aqui.

Em abril, fiz um vídeo específico sobre como se eleger vereador em uma cidade pequena com várias pequenas dicas e toques para os candidatos. Assista, mas não desista. Mais abaixo eu continuo com mais duas (ou três) dicas para políticos do Interior do Brasil!

2) Não esqueça do WhatsApp!

Por mais que você diga que sua cidade não tem estrutura de internet e as pessoas não são usuários pesados de redes sociais – o que é um engano – atualmente, mais de 90% da população tem acesso, no mínimo, ao sinal 3G.

E com isso, com certeza, elas utilizam o WhatsApp nem que seja para falar com amigos ou parentes. E aí está uma oportunidade perfeito de comunicação política.

Com 120 milhões de usuários ativos no Brasil, o WhatsApp permite entregar seu conteúdo nas mãos de milhares de pessoas, gratuitamente, com apenas alguns toques.

Diferente de outras redes sociais, como o Facebook ou o Instagram, que o alcance orgânico é limitado e é preciso – e necessário – investir em Ads (anúncios) para ampliar seu público, o WhatsApp depende apenas de você para que um post chegue a todas as pessoas.

Uma boa campanha no WhatsApp, como já mostramos em outro artigo, é dividida em partes. A primeira está na captação de contatos.

Além do boca a boca, trocando números com pessoas que conversar, você pode captar os números de WhatsApp fazendo cadastros em eventos que promove ou em seu comércio com seus clientes.

Depois de captar o máximo de números possíveis, você deve ativá-los para criar listas de transmissão, que permite mandar, de uma única vez, mensagem para 250 pessoas – em cada lista – de uma só vez.

Mande uma mensagem com um “oi” ou algo do tipo e peça para a pessoa responder. Se ela responder, está ativada e pode ser incluída na lista de transmissão e receberá seu conteúdo. Se a pessoa também tiver seu número marcado, anotado na agenda, também receberá as mensagens da lista.

O WhatsApp Business, app também gratuito, pode ajudar com mais recursos que o comum. Em 2018, fiz um vídeo com um tutorial mostrando como usar a WhatsApp Business, montar as listas de transmissão e enviar campanhas.

Mas não adianta só viver de “bom dia” ou correntes – aliás, muito pelo contrário. Produza conteúdos políticos que possam interessar as pessoas, sobre problemas e o cotidiano da cidade ou bairro.

Recentemente, lancei dois artigos que falam sobre conteúdos que candidatos podem fazer e assim, cativar o eleitor. Apesar de falar sobre Facebook, um artigo fala sobre três tipos de conteúdo que todos os candidatos podem usar, inclusive no WhatsApp.

E o outro artigo sugere formatos de conteúdos para redes sociais e os posts que mais funcionam. Leia e use em sua campanha no WhatsApp.

3) Facebook e Google podem ser caminhos baratos

Investir em Facebook Ads (anúncios no Facebook) é a forma mais barata de alcançar mais pessoas e as pessoas corretas, de forma segmentada, seja de uma única cidade ou bairro.

Em uma cidade pequena, esse investimento pode ser ainda menor, já que o candidato precisa alcançar menos pessoas. Apesar de os valores mudarem de acordo com o público, objetivo da campanha de Ads e o anúncio, é possível alcançar até 1.000 pessoas com R$ 0,35.

Imagine uma cidade com um eleitorado de 15.000 pessoas. Se o candidato segmentar seu anúncio somente para sua cidade, em uma matemática grosseira, é possível colocar o conteúdo no feed do Facebook de todos os votantes com cerca de R$ 7,00.

É claro que não se trata só de alcançar pessoas. O conteúdo também é importante e já falamos disso em outro artigo, mais especificamente, separei três tipos de posts que candidatos podem fazer no Facebook. Para ler, é só clicar aqui.

Há pouco tempo, fiz um vídeo que explica como campanhas de Ads podem ajudar o candidato na missão de como ganhar uma eleição com pouco dinheiro. Assista aí embaixo:

+ Google na missão de como se eleger vereador em cidade pequena [extra]

O maior buscador do mundo, o Google também pode ser utilizado por candidatos de cidades pequenas. Seja com um blog ou canal do YouTube falando sobre fatos relevantes da cidade, o candidato pode ter seu conteúdo logo nas primeiras páginas de buscas de termos relacionados ao seu município.

E melhor: tudo isso gratuitamente, utilizando estratégias de SEO, tanto nos títulos, tags e metatags, tentando relacionar o vídeo ou artigo com a cidade. Algumas ferramentas Google podem ajudar a subir no ranqueamento sem gastar nada e falei sobre isso aqui.

Em abril, fiz um vídeo falando sobre como usar o Google e suas ferramentas gratuitas para ajudar em como ganhar uma eleição com pouco dinheiro. Assista e entenda do que falo sobre ranquear mais fácil.

Também publiquei um artigo aqui há pouco tempo sobre três ferramentas gratuitas do Google que podem ajudar o candidato a ranquear melhor no maior buscador do mundo e ser encontrado por eleitores de sua cidade.

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Sobre Lucas Pimenta 35 Artigos
Lucas Pimenta é jornalista formado pela Universidade Anhembi Morumbi e com especialização em Marketing Político e Campanhas Eleitorais pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP). Trabalha na Câmara Municipal de São Paulo, atuou ainda na Secretaria Executiva de Comunicação da Prefeitura de São Paulo e na Secretaria Estadual da Segurança Pública de São Paulo. Foi repórter ainda em jornais como Metrô News, Folha Metropolitana e Agora São Paulo.

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