Marketing Político: melhores posts para candidatos nas redes sociais

Facebook, Instagram, YouTube e Twitter contam com formatos diferentes de posts e conteúdos para candidatos ou políticos fazerem seu marketing político e marketing eleitoral de forma eficiente
Conteúdos com boa qualidade e em sintonia com o público-lavo podem significar o sucesso do marketing político e eleitoral nas redes sociais - Foto: Rawpixel/Unsplash

Além de criar páginas nas redes sociais como Facebook e Instagram e identificar quem são ou onde estão seus potenciais eleitores, o candidato a vereador ou prefeito nas eleições de 2020 deve focar seu marketing político digital no conteúdo que irá entregar para as pessoas.

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Mais importante que o número de seguidores e pessoas alcançadas que o candidato ou político tem é o conteúdo que ele irá apresentar para seus eleitores nas redes sociais.

A qualidade do conteúdo que será veiculado, comunicando com o público-alvo do candidato e também, atendendo as exigências legais das leis eleitorais, pode significar o segredo do sucesso do marketing político digital.

Assim como as eleições de 2018 mostraram, o segredo do marketing político de Jair Bolsonaro foi antecipar sua comunicação com os eleitores, mostrando suas ideias e propostas antes do período eleitoral, fidelizando seu público antes que os outros candidatos pudessem fazer o mesmo.

Então, se você não começou a mostrar quem é você e ainda não começou a levar conteúdos para seus potenciais eleitores, está atrasado. O candidato de sucesso nas eleições não tem data para fazer comunicação.

O que pode e o que não pode postar antes do período eleitoral?

A legislação eleitoral para candidatos no Brasil varia e muda a cada eleição. Na última eleição, por exemplo, foi permitido o impulsionamento ou patrocínio de publicações nas redes sociais, mediante, claro, a um cadastro prévio e prestação de contas da campanha.

A questão do período de pré-campanha, quando as candidaturas ainda não estão registradas nos tribunais eleitorais também não contam com uma legislação clara e permanente, por isso, de maneira geral:

  • O candidato NÃO PODE fazer, fora do período eleitoral, posts com o número para votação
  • O candidato NÃO PODE pedir votos de maneira clara, já que o período de propaganda eleitoral ainda não está vigente
  • O candidato PODE falar que é pré-candidato a determinado cargo
  • O candidato PODE fazer materiais digitais para criticar ações do governo, apresentar posicionamento
  • O candidato PODE apresentar ações já realizadas, como trabalhos sociais, projetos apresentados e etc

Posts das redes sociais do candidato devem agradar o público e não a ele

Ao escolher um post ou um conteúdo para apresentar em suas redes sociais, o político com mandato ou candidato a vereador ou prefeito deve ter um princípio norteador: o bom conteúdo não aquele que agrada a ele e sim, ao público dele.

Por isso, é tão importante que o candidato saiba qual é o seu público ou seus eleitores em potencial, antes de começar a abastecer suas redes sociais.

Com o público definido, existem diferentes tipos de posts que o candidato poderá fazer para fazer o melhor marketing político e eleitoral de sua campanha.

1) Temas ou assuntos de repercussão

Como as redes sociais se tornaram o centro do debate político e um lugar de repercussão das principais notícias e assuntos do país, uma boa ideia é o candidato falar sobre eles.

Emitir uma opinião, desde criticar ou elogiar, ou até mesmo, fazer os chamados call-to-actions, perguntando a opinião do público sobre um tema de destaque na imprensa ou até nas redes sociais, pode ajudar o político, além de demarcar uma posição, o que é essencial nos dias de hoje, também aproveitar o engajamento daquele assunto, atraindo atenção para sua figura ou imagem.

Exemplo: Durante o caso de repercussão da morte e espancamento do cão que vivia no estacionamento do Carrefour, na cidade de Osasco, no fim de 2018, muitos candidatos e políticos gravaram vídeos ou postaram artes condenando o crime e emitindo opinião sobre a questão dos maus tratos a animais.

Alguns apresentaram ainda propostas de leis ou mudanças na legislação para reduzir esse tipo de crime.

Mesmo aqueles que não tinha qualquer relação com a temática como o vereador de São Paulo, Fernando Holiday, gravaram sobre o assunto:

Ou o vereador de Mogi das Cruzes, Caio Cunha, que usou um tema mais frio, mas não menos polêmico do que a Reforma Política, que seria votada na época da publicação, para criar um conteúdo:

2) Questões regionais ou de classe

Apesar de nem todo o candidato ou político ser representante de alguma classe profissional, movimento popular, instituição, região ou bairro, as questões de interesse segmentados são ótimos temas para posts.

Além de terem um ótimo apelo para o público daquela classe ou região em termos de engajamento e repercussão, posts ou conteúdos desse tipo podem ampliar a identificação e fidelização do candidato ou político com aquele público.

Um problema de um buraco ou alagamento em um bairro do qual o vereador vem ou alguma decisão que prejudique o trabalho da categoria que profissional que ele representa pode se tornar um grande tema para conteúdo de um post com identificação por verossimilhança.

Exemplo: Policial militar do Estado de São Paulo, o deputado federal Capitão Augusto, que usa farda no Congresso Nacional, fez um vídeo para defender a reposição fracionária de seus colegas de função:

3) Ações, trabalhos ou balanços de mandato

Apesar de posts falando sobre você mesmo não ser algo de muita repercussão nas redes sociais, também é muito importante que o candidato ou político mostre que tem trabalhos feitos em prol das pessoas.

Conteúdos que mostram dados e números, de forma lúdica, e que fale de alguma forma a linguagem das pessoas que acompanham o trabalho do político podem ser essenciais para que os eleitores saibam que seu candidato produziu, dentro ou fora da política.

Exemplo: Pastor e identificado com o público evangélico, o vereador de São Paulo, Rinaldi Digilio fez um post com números de projetos, verba economizada e todo o resultado de seu trabalho, usando como cenário a questão religiosa e cristã em seu mandato:

Ou o vereador da cidade de Sorocaba, Péricles Régis, que fez uma espécie de ranking comparando seu trabalho com o restante de seus colegas, em linguagem jovem progressista como seu público pede:

4) Ao vivo ou lives (call-to-actions)

Outro tipo de conteúdo ou post que também pode ser bem explorado por políticos e candidatos em suas redes sociais são os Ao Vivo ou Live’s, participando de um assunto ou tema.

Além disso, essas transmissões podem servir ainda para responder perguntas do público, tirar dúvidas ou até um bate-papo livre.

É preciso entender que para fazer um Ao Vivo com competência, além de um público cativo, é importante que as pessoas saibam quando exatamente aquela transmissão irá ocorrer, para que entrem e interajam.

Não adianta começar uma transmissão Ao Vivo sem um público que possa acompanhar ou ainda, do nada, sem avisar as pessoas sobre o horário, tema e etc para que elas possam se preparar para entrar e acompanhar a transmissão na íntegra e não apenas alguns segundos, quando a janela da rede social comunicá-la enquanto o eleitor estiver em outro compromisso.

Exemplo: A recém-eleita deputada federal Joice Hasselmann faz transmissões Ao Vivo frequentes partindo de um tema específico e com frequência interage e responde a perguntas e comentários de seus espectadores:

Mas só vídeos são bons posts para candidatos?

Não. De jeito nenhum. O candidato ou político de mandato deve variar seus posts em redes sociais. Nos exemplos deste artigo, citei vídeos porque eles são mais fáceis de “embedar” (ou seja, colocar aqui), mas o ideal é que o marketing político digital tenha fotos únicas, galerias de fotos, artes e infográficos, textos simples e etc.

Além disso, cada uma das redes sociais tem suas peculiaridades e por isso, tipos de posts e assuntos mais indicados. Conteúdos indicados para o Facebook não são indicados para o Instagram.

Seja por questões técnicas ou de interesse de público, um mesmo conteúdo, dificilmente faz o “cross” em todas as redes – ou seja, pode ser usado, sem qualquer modificação em todas as redes.

Então, entenda qual tipo de post ou conteúdo é mais indicado para cada uma das redes sociais dos candidatos ou políticos:

  • Instagram: Ideal para fotos e vídeos quadrados no feed (1080px por 1080px). No Stories e IGTV, imagens verticais (1080px por 1920px). O Insta é indicado para mostrar bastidores do dia a dia, em especial no Stories, e pessoalidades, questões menos formais do candidato no feed. Os vídeos do feed podem ter, no máximo, um minuto e é possível ainda fazer galerias de 10 fotos/vídeos na mesma publicação
  • Twitter: Apesar de permitir a publicação fotos e vídeos, é ideal para textos, curtos (agora até 280 caracteres). É a rede do imediato e do tempo real. Se o fato ainda está acontecendo, em tempo real, e precisa de um posicionamento do candidato e político, com uma informação ou opinião contundente, sempre com caráter inédito e tom jornalístico, o Twitter é o ideal. Se o posicionamento do candidato ou político exigir mais que 280 caracteres, faça um tweet sequence, ligando um ao outro
  • Facebook: Os formatos são variados, mas vídeos e imagens (fotos ou artes) quadradas ou semiverticais (1080px por 1080px ou 1080px por 1350px) são os mais indicados para a timeline, além de textos e links. Abuse dos posts call-to-actions, com perguntas ou brincadeiras que façam os eleitores comentarem e reagirem a eles. O ideal é que os vídeos sejam mais curtos, de no máximo, dois minutos
  • YouTube: é a rede dos vídeos mais longos, aprofundando o debate dos assuntos, com vídeos mais longos. O formato ideal do vídeos é horizontal (1920px por 1080px ou superior). Diferentes das outras redes não são permitidas publicações de fotos ou textos

Uma boa dica para o candidato criar artes para seu marketing político digital sem ser ou ter um designer a disposição é o app Canva, que conta com modelos prontos para todas as redes sociais, bastando somente substituir fotos, alterar cores, frases e fontes.

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Sobre Lucas Pimenta 31 Artigos
Lucas Pimenta é jornalista formado pela Universidade Anhembi Morumbi e com especialização em Marketing Político e Campanhas Eleitorais pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP). Trabalha na Câmara Municipal de São Paulo, atuou ainda na Secretaria Executiva de Comunicação da Prefeitura de São Paulo e na Secretaria Estadual da Segurança Pública de São Paulo. Foi repórter ainda em jornais como Metrô News, Folha Metropolitana e Agora São Paulo.

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