5 erros do papel do vereador no marketing da campanha política

Aprenda qual a função do vereador dentro da comunicação política para não errar na eleição de 2020!
Candidatos não entendem qual o papel do vereador no marketing político e marketing eleitoral - Foto: Elijah O'Donell/Unsplash

Com a popularização das redes sociais nas campanhas eleitorais e no cotidiano das pessoas comuns, muitos candidatos não entendem o papel do vereador dentro do planejamento estratégico de marketing político e marketing eleitoral.

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Muitos candidatos acreditam que, por operarem redes sociais particulares todos os dias e até terem experiência política podem criar, desenvolver e até executar ações de comunicação política, sem respeitar a questão técnica.

O pensamento equivocado de que basta postar ou até pior, basta ter curtida que esse é um bom trabalho de marketing político digital faz com que muitos candidatos esqueçam o profissionalismo e confunda o seu papel dentro da campanha política.

Como já falamos em outro artigo, ter curtidas ou comentários não significa ter um bom trabalho de marketing digital. Engajamento não é voto. Foto com a família ou com o cachorrinho não convence o eleitor a votar.

Conheça 5 erros do papel do vereador na campanha política:

Erro 1 – Candidato metido a social media

O erro mais comum do papel do vereador na campanha política é quando ele acredita que é mais competente que o profissional de mídias sociais, porque sozinho, sempre teve mais seguidores e mais engajamento.

Não que seja um problema que o candidato ou político com mandato seja heavy user ou tenha grande relevância nas redes sociais. Aliás, esse é um ponto positivo para a candidatura, inclusive.

O problema é que todo o trabalho sério de marketing político tem um planejamento estratégico para a construção de uma imagem sólida do político ou da candidatura e um candidato que age de forma independente de sua equipe pode prejudicar esse plano.

Posts com legendas ou conteúdos aleatórios que contrastem ou tenha atrito com a proposta de construção de imagem política podem ruir todo o trabalho de marketing político.

Por isso, é tão importante que o candidato, mesmo que tenha participação ativa nas redes sociais, não confronte o plano de marketing político e o respeite, mesmo que ele não tenha o engajamento e alcance que suas publicações não-politizadas tinham (ou tem).

Ou por algumas centenas ou milhares de curtidas a mais, a construção de imagem pode virar desconstrução.

Erro 2 – Candidato que quer comunicar para ele mesmo

Outro erro do papel do vereador na comunicação da campanha política é o candidato interferir em ações para criar estratégias que o agradem e não que atinjam um objetivo de conversão (ou seja, ganhe votos).

Não entendeu? É o político que impõe que algo seja executado, como a criação de um conteúdo específico ou ainda que algo relevante não seja tornado público para que ele atenda um gosto pessoal dele.

Ou pior ainda, para que aquilo agrade somente uma pequena parcela, de um pequeno grupo de pessoas, irrelevante para o resultado eleitoral.

Quando a candidato interfere no planejamento de marketing político para que algo seja feito para agradar só a ele mesmo ou seu pequeno grupo, sem uma estratégia consistente para impactar um público maior e provocar um debate político vencedor, isso atrapalha a campanha política.

A equipe de comunicação gasta energia, tempo e recurso em algo que não faz parte do planejamento, não terá efetividade e simplesmente, serve ao capricho pessoal do candidato, que obrigatoriamente, claro, já irá votar nele mesmo.

Comunicação política, ou seja, marketing político e marketing eleitoral é feito para impactar o público com a finalidade de construir ou consolidar a imagem de um candidato. Não é algo para impactar o candidato e alimentar seu próprio gosto.

Erro 3 – Candidato que não colabora com a comunicação

Nos primeiros dois erros do papel do vereador na comunicação da campanha, em tese, falamos sobre o excesso de intervenção e participação em áreas e setores onde o candidato não deve estar.

O último e quinto erro é, justamente, o contrário. O equívoco do candidato que não dá a devida importância e não quer dedicas tempo a produção de conteúdos exclusivos para o planejamento de comunicação.

Ou seja, em resumo, o candidato que não quer gravar entrevistas, parar para ensaios fotográficos, gravações de vídeo ou qualquer outra atividade específica de marketing político e marketing eleitoral.

Somente com os registros diários de trabalho, sem conteúdos exclusivos e principalmente, sem que o candidato dedique tempo a atividades relacionadas a comunicação, o trabalho fica comprometido.

Mas então qual o papel do vereador na comunicação de sua campanha política?

Será que é só ficar submisso a equipe de comunicação, marketing político e eleitoral? Não. Com certeza, não. Além de “estrelar” ou ser o eixo central das estratégias, afinal, ele é o produto a ser vendido, existe outro papel do vereador.

O mais importante é o de acompanhar, fiscalizar e cobrar resultados com base em mensurações.

Ou seja, o político precisa mais do que ingerir sobre algo que não tem capacidade técnica para, ou mesmo que tenha, não deveria ser o seu foco, é o de medir se o plano está sendo executado e no que está resultando.

É importante que o candidato, fora do período eleitoral, tenha acesso a dados mensais, por exemplo, sobre redes sociais, site, entregas no WhatsApp, inscritos e visualizações no YouTube e etc.

E no período eleitoral, isso seja disponibilizado semanalmente. Com isso em mãos, o candidato poderá ver o que funciona, o que não funciona e poderá pedir explicações ou até mudanças nas estratégias.

O papel do vereador na comunicação de sua campanha é essencial: se deixar ser alvo de estratégias de comunicação e fiscalizar as estratégias.

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Sobre Lucas Pimenta 38 Artigos
Lucas Pimenta é jornalista formado pela Universidade Anhembi Morumbi e com especialização em Marketing Político e Campanhas Eleitorais pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP). Trabalha na Câmara Municipal de São Paulo, atuou ainda na Secretaria Executiva de Comunicação da Prefeitura de São Paulo e na Secretaria Estadual da Segurança Pública de São Paulo. Foi repórter ainda em jornais como Metrô News, Folha Metropolitana e Agora São Paulo.

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