Redes sociais e política: seguidores e curtidas não são votos

Um bom trabalho de marketing político digital não significa votos e eleição garantida, mas pode ajudar. Aprenda sobre redes sociais e política
Redes sociais são ferramentas cada vez mais importantes para o marketing político e marketing eleitoral, mas não são as únicas. Aprenda sobre redes sociais e política - Foto: Erik Lucatero/Unsplash

Com o crescimento da importância dos meios digitais no Marketing Político e Marketing Eleitoral, muitos candidatos passaram a acreditar que bastam seguidores e curtidas nas redes sociais para que os votos apareçam. Por isso, é preciso falar sobre mundo digital e mundo real, ou melhor, redes sociais e política.

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Seguidores e curtidas significam votos em uma eleição? É claro que não. Ou teríamos um Congresso Nacional formado apenas por artistas e influenciadores digitais. E claro e ainda bem que não é assim.

Um bom trabalho nas redes sociais é um ótimo e como já dito, o mais barato dos caminhos para a divulgação de candidaturas e trabalhos políticos.

Mas isso não significa somente que ter páginas nas redes sociais e uma boa estratégia para Facebook, Instagram e Twitter, com os posts e conteúdos adequadas para cada uma dessas ferramentas podem se transformar em sucesso eleitoral.

Ações de comunicação de uma campanha política vão muito além de um bom trabalho nas redes sociais, ou até mesmo, na internet.

O ideal está em estratégias que se integram em diferentes meios para a construção de imagem, nunca um só.

A internet de maneira geral, em especial no Marketing Político e Eleitoral, tem uma infinidade de possibilidades que vão além das redes sociais.

Marketing de Conteúdo e SEO

Entre as diversas possibilidades de ações de comunicação política na internet, mas fora das redes sociais, a combinação entre marketing de conteúdo e SEO (Search Engine Optmization) é a mais interessante.

Mas o que é isso? O que significam essas duas coisas estranhas? Vamos por partes.

Marketing de Conteúdo, de maneira grosseira, se resume na criação de conteúdos como artigos, vídeos ou podcasts que de temas, assuntos ou pautas que de alguma maneira atraiam a atenção do público, postados em site próprio, de outras pessoas ou empresas.

De preferência que esse conteúdo informativo traga, de maneira quase subliminar ou aliado a ele, a divulgação de um cliente final.

SEO é o conjunto de estratégias para melhorar o ranqueamento de um site ou conteúdo específico nos motores de busca, como o Google.

Em resumo, também de forma grosseira, títulos, meta-descrição, tags e até mesmo frases na construção de um texto, com base em dados de buscas de usuários, que façam aquele site ou aquele conteúdo ficarem melhor posicionado nos buscadores.

Mas como usar Marketing de Conteúdo e SEO em uma campanha política?

O primeiro passo é o candidato ter um espaço para disponibilizar esse conteúdo. Um site pessoal ou algum institucional ligado a ele, como um sindicato, associação ou igreja, ou até mesmo, um canal do YouTube é um espaço para hospedar esse conteúdo.

A partir daí, o candidato e sua equipe de marketing político devem pesquisar, seja nos jornais da cidade ou também em dados de buscadores, temas atuais e de relevância para produzir um conteúdo.

Por exemplo, um fato de grande relevância em maio de 2018, foi a greve dos caminhoneiros.

O candidato, na época, poderia utilizar o fato para escrever um artigo ou produzir um vídeo explicando como é composto o preço da gasolina, comparativo do preço dos combustíveis entre o Brasil e outros países, dados relevantes sobre o assunto, que chame a atenção das pessoas, sem falar diretamente sobre o candidato em si.

No fim deste texto ou vídeo ou em intervalos, por exemplo, o candidato ou político pode inserir opiniões ou propostas de sua autoria para a solução desse tipo de problema.

Ou até mesmo, ações adotadas como um ofício ao Ministério Público pedindo explicação sobre porquê postos de gasolina não aplicaram variações negativas do preço do petróleo que levariam a queda de preços dos combustíveis na bomba, por exemplo.

E onde entra o SEO?

Com o tema do conteúdo pensado, agora é hora do candidato fazer esse conteúdo ser bem ranqueado seja no Google ou no YouTube, para que seja efetivamente assistido e lido pelas pessoas.

Por meio de ferramentas como o Keyword Planner do Google (restrito a anunciantes) ou UbberSuggest (gratuito), a equipe de marketing político pode verificar o volume de buscas do assunto, como ele é mais buscado (palavras utilizadas nos buscadores) e o foco daquele tema.

Com base nesses dados, verificando a competitividade de cada palavra-chave (frases buscadas) e o volume de buscas em cada uma delas, o conteúdo pode ganhar um título, descrição, tags ou até mesmo, estrutura de texto que garanta um ranqueamento melhor.

Mas é só redes sociais, conteúdo ou SEO que o candidato político pode utilizar na internet?

É claro que não. Como disse, são infinitas possibilidades, como o próprio WhatsApp, conforme já tratamos aqui e que utilizado de maneira correta, com conteúdos exclusivos e linguagem correta, pode ajudar e muito na construção de imagem política e divulgação da candidatura eleitoral.

Outros métodos mais antigos e antiquados também podem servir, como Newsletter ou e-mail marketing, apesar de dados estatísticos apontarem que a taxa de leitura do WhatsApp beira 70% enquanto de abertura de e-mail chega a 10%.

O mais importante é trabalhar sempre de forma integrada, em diferentes frentes e com diferentes estratégias e/ou linguagem para cada meio. Concentrar o trabalho apenas nas redes sociais ou esquecer delas completamente pode matar uma campanha eleitoral promissora.

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Sobre Lucas Pimenta 31 Artigos
Lucas Pimenta é jornalista formado pela Universidade Anhembi Morumbi e com especialização em Marketing Político e Campanhas Eleitorais pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP). Trabalha na Câmara Municipal de São Paulo, atuou ainda na Secretaria Executiva de Comunicação da Prefeitura de São Paulo e na Secretaria Estadual da Segurança Pública de São Paulo. Foi repórter ainda em jornais como Metrô News, Folha Metropolitana e Agora São Paulo.

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